Situação de total descaso com vigilantes patrimoniais da prefeitura de
Por Davi Coelho presidente do PT
As vigilantes da guarda patrimonial, Flávia Fracarolli e Cristini Melodi,
estavam de serviço na madrugada da última sexta-feira, dia 11, no paço
municipal, quanto foram surpreendidas por uma quadrilha de assaltantes.
Ficaram em poder dos assaltantes por várias horas sob ameaça de morte e
todo tipo de tortura psicológica.
Elas relatam que por volta das 4h da madrugada foram surpreendidas,
obrigadas a deitarem-se no chão sob a mira de armas pesadas, após levadas
ao auditório da prefeitura. Passaram por interrogatório dos bandidos,
sempre sob ameaça de morte. A todo instante os bandidos engatilhavam as
armas e ameaçavam matá-las. Vasculharam suas bolsas e os retiraram
celulares. Localizaram comprovante de residência delas e afirmaram que
iriam matar toda família se fossem presos.
A certa altura, a quadrilha não conseguindo arrastar o caixa eletrônico até
o veículo estacionado nos fundos do prédio, forçaram ambas a ajudarem a
empurrar o pesado caixa, com armas pressionando suas cabeças.
A vigilante Cristini, em estado de choque, perdeu a voz, cabendo a
vigilante Flávia responder as perguntas dos bandidos e tentar salvar suas
vidas.
Por fim, após terem colocado o caixa no veículo, ordenaram que elas não se
mexessem por meia hora. Levaram seus celulares e chave da moto.
Após acionar seus superiores, fizeram boletim de ocorrência e foram para
casa.
Prefeitura não prestou nenhuma assistência as vítimas.
Sob forte abalo emocional, a vigilante Flávia permanece em sua residência.
Mesma situação da sua companheira. Como não receberam nenhum amparo dos
seus superiores, tomam medicação, calmantes, sem orientação profissional.
Não conseguem dormir e seu estado psicológico é bastante grave. Flávia
afirma que ouve a voz do bandido não saí de sua mente. Tem medo que eles
voltem para matar ela e sua família. Informa também que a única orientação
que recebeu foi de ficar em casa 10 dias, esquecer o fato e depois retornar
ao trabalho.
A prefeitura possui várias assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras e
demais profissionais da saúde, no entanto, não presta nenhuma assistência
aos seus funcionários. Sensibilidade, humanidade, responsabilidade,
companheirismo são valores inexistentes nos superiores dessas vigilantes
patrimoniais.
A total irresponsabilidade da secretaria municipal de segurança ao expor
profissionais desarmados ao risco de guardar caixas eletrônicos cheios de
dinheiro é impressionante, Quem desconhece o fato que no paço municipal há
vários caixas eletrônicos? A quem cabe o dever de dar segurança aos caixas
eletrônicos? a guarda patrimonial desarmada é que não pode ser. Porque além
de desarmados, sem qualificação profissional para tal, sequer recebem
adicional de periculosidade para correr esse risco. Por último, eles são
vigilantes patrimoniais da prefeitura de Itajaí, não vigilantes de bancos
privados. Onde fica a responsabilidade da prefeitura de Itajaí? do
Bradesco, Banco do Brasil, Itacred etc..?
Grave mesmo é saberem que o local é de alto risco de assalto, mesmo porque
não é segredo pra ninguém que no domingo anterior, dia 6 de fevereiro,
portanto, cinco dias antes do fato em questão, por volta das 9h da manhã,
foi arrombado o caixa eletrônico da Itacred, que fica do lado externo da
prefeitura. Dava pra imaginar que o local é de alto risco, ou não?
Por último, faço um apelo para que os responsáveis tenham um mínimo de
responsabilidade e agilizem o atendimento a essas vítimas. Que encaminhem o
tratamento adequado para esses profissionais, que amparem as famílias, que
não os deixem abandonados a própria sorte. Quanto a grave situação de risco
oferecido pelos caixas eletrônicos no paço municipal, que seja
adequadamente encaminhado.
Segundo seu relato, após os bandidos irem embora, chamou seu encarregado que a levou ao DP fazer BO. Na volta ao paço, por volta das 6h da manhã, não havia ninguém para dar segurança e a outra vilgilante, Cristini, estava sózinha e em estado de choque. A polícia que veio ao local fazer a verificação já tinha ido embora, não deu a menor atenção. O secretário, diretor não atenderam o telefone, só apareceu o encarregado que explicou a elas que fossem pra casa, se acalmassem, esquecessem o fato e que após 10 dias retornassem ao trabalho. Depois disso não houve mais contato. Abandono total. Até mesmo a Cristini, que teve a chave da moto levada pelos bandidos, teve que pagar um frete para levar a moto para casa. Nem isso a prefeitura disponibilizou
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